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KOMPASSUS Gene

Nome:  Kompassus   gene

Classe: Vinho Tinto

Região:  Bairrada

Designação:  D.O.C. Bairrada

Casta:  Baga, Moreto, Bastardo e Touriga Nacional.

Nota Prova: Nariz  Intenso, muito fresco, cereja, groselha, balsâmico, barrica bem integrada e giz . Muito complexo. Boca  seco, intenso, fruta compotada, taninos bem presentes, muito estruturado, acidez alta e muito longo.

Como Servir:  Entre 16º e 18ºC

Teor Alcoólico:  14% Vol.

Enólogo:  Anselmo Mendes e João Póvoa

O genoma familiar de ligação à vitivinicultura remonta aos princípios do século XX, em que a cultura da vinha e a criação do vinho faziam parte do quotidiano do avô do produtor na povoação da Cordinhã, uma freguesia de solos pujantes do concelho de Cantanhede, tantas vezes apelidada de celeiro da Bairrada. Nos anos 50, os seus pais já eram proprietários de parcelas significativas de vinha e procederam à remodelação de uma casa familiar tornando-a mais apta à vinificação, sem nunca prescindirem dos métodos tradicionais. Aos 7 anos, João Póvoa baptizou-se a auxiliar nas vindimas da casa familiar. No entanto, desde essa altura constatou que não era a vinha quem mais o inspirava, mas a alquimia da adega e a criação dos vinhos que, nos anos 60, eram vendidos ao mítico director do Palace Hotel do Bussaco, José Santos, os quais vinham a compor o lote dos afamados “Buçaco”. O visionário Sr. Santos já nos anos 60 confiava no valor seguro dos vinhos do terroir da Cordinhã, mantendo durante muitos anos uma relação privilegiada com António Póvoa da Conceição, a qual se manteve até meados dos anos 80.

A história, a partir daqui é conhecida, culminando em 2007 com a venda da Quinta de Baixo por razões de saúde. No entanto, a paixão de João Póvoa pela Adega e pelo vinho não cessou. Nele havia o gene da criação e o respeito pela conjugação dos factores – solos, climas e castas – que criam os grandes e míticos vinhos da Bairrada, entretanto com a marca Kompassus e 5 hectares das melhores vinhas que Deus e o Homem criaram na Bairrada. E é nesse mesmo ano de 2007 que nasce o “Gene”, vinho de autores, resultante da simbiose mãe-filho, da escolha da melhor matéria-prima, aliada a um saber que bebeu conhecimento nos antepassados, criando um vinho absolutamente clássico, com barricas adaptadas a balseiros, lagares abertos e controlo de temperatura com serpentinas artesanais. Durante 2 anos, o vinho onde manda a casta Baga, sendo acompanhada de Bastardo, Moreto e umas pitadas de Touriga Nacional, estagiou nos balseiros que foram fechados e “retransformados” em barricas, tendo outra parte estagiado em barricas novas de 300 litros, sendo este o cunho mais pessoal que João Póvoa conferiu ao vinho . De lá até cá, foi um vinho para os amigos, um vinho de convívio e preservação das relações pessoais. Hoje, torna-se um vinho para todos nós, ainda que muito exclusivo face às diminutas quantidades engarrafadas – 1500 garrafas